Menina, eu te amo tanto...

Abro mão até da minha frieza, da minha limitaçao de sentimentos, do meio jeito sempre duro e rude de agir. Não por maldade, não por querer, só por proteção. Só Deus sabe como é, e como é me sentir assim.
Eu sei como é difícil...na verdade, eu não sei. Mas eu procuro entender o peso sobre você, tento entender o quão duro é sustentar tudo que cai sobre você, mas eu estou aqui. Eu, sempre o duro, sempre o forte. Eu, o homem frio, estou aqui pra te amparar. Porque de todas as provas impostas a mim, foi você, a prova maior, que me fez cair por terra. E é você que me altera, e é por você que eu tento fazer de um tudo, pra que esse tudo que nós temos (que hoje é tão frágil e abalável) não se acabe por completo.

Eu te dei, querida, algo que pra você pode ser pequeno demais pelo tamanho do amor que você devota a mim (como se o meu não fosse satisfatoriamente recíproco). Mas pra mim, é o máximo do máximo, que eu nunca daria por alguém, por qualquer outro ser que não fosse você. Eu te dei a confiança, a garantia de estar aqui, mesmo com sua ira e revolta por mim que de nada tenho culpa... Estou aqui, caso você precise de mim.
Só não sei por quanto tempo, porque isso me cansa, e esse cansasso me preocupa.

Você sabe como eu nunca me canso, e como eu me perco nas nossas conversas sobre filmes, bandas e sobre amor e sobre tudo mais, que sempre recai nisso... mas em intervalos me vejo perdido entre esses ciclos em que eu pareço culpado de coisas que nem sei explicar a origem.
Seria tão mais fácil eu me culpar, como eu já fiz tantas vezes com as DRs, com os presentes e as idas a sua casa a pé em plena madrugada pra perdir perdão...
Mas eu sinto como se isso fosse infinito e eu estivesse com as mão atadas.

Na verdade, eu sei que o tempo que eu vou te esperar é pra sempre, que eu insisto nisso porque não me faz nada feliz saber que isso acabaria, e que eu estou total e irrevogavelmente sujeito a te tolerar nessas horas, porque compensa tudo que vem depois, por mais que eu sangre sussessivamente assim.

Mas isso tudo, minha querida, infelizmente, é algo que você nunca vai saber.




0 comentários:

Postar um comentário

About this blog

Objetivo Primeiro: Criticar o amor em todas as suas formas ridículas.
Porém, com o tempo as coisas mudam o rumo, e decidimos abranger mais o assunto. Falar de tudo que é detestável, e ás vezes de algo bom pra amenizar o clima e pra mostrar que não somos (totalmente) mal amadas.